quinta-feira, 28 de maio de 2009

Raciocínio nada lógico

Queria molhar teus lábios, com os meus beijos, será que é querer muito...te querer?
Deitar em em teu peito, e apenas ouvir as batidas do seu coração...será que é querer demais?
Sentir teu suave perfume e contemplar a tua face serena, mas complexa, pela densidade de experiências que obteve ao longo do tempo.

De repente eu te encontrei, não sei se necessariamente é somente um fato, ou se é um parte de mim que te chama-va em silêncio.
Reflito sobre cada palavra dita, e as vezes penso que são idéias malucas da minha parte, e que é comum essas coisas ocorrerem.
Talves seja melhor esquecer tudo ou fingir que nada aconteceu?!
De tanto te procurar em cada esquina me perdi, nas ruas complexas dessa cidade, tudo isso parecia só saudade de algo que estava guardado em mim. E no simples resplandecer, isso se tornou a verdade mais bela que possuo: Você
Como não sorrir, como não falar de ti, se me fez admirar o seu caráter, a sua maneira de agir?
É tão bom pensar em ti, esses pensamentos me fazem crer, que me fazes bem apenas por existir!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Amor que não se entende...


Amor que não se entende, amor que se procura.
Eu queria amar de novo, tê-lo de volta.
Teria devolvido sua vida e devolvido a minha.
Queria ter conhecido seu ronco, velado seu sonho.
Se tivéssemos dividido o telefone teríamos falado menos repetidas palavras
E nos amado mais, bem mais.
Queria ter ido ao cinema, na festa, na igreja, na praça, teria te namorado.
Queria ter viajado pro seu interior e pro meu e quantas horas nos engarrafamento
seriamos então tão íntimos e quem nos tiraria o abraço, o beijo bem dado.
Queria mais do seu desejo que do seu tédio.
E do seu sexo seria mais sexo porque esse passa e só a dedicação do amor é que fica.
Eu queria a sua presença pra voltar à vida pela vida.
E se angustia viesse num lugar de aperto, mandaria para um lugar espaçoso a alegria e
lá ficaria com você ( provérbios : 17,17).
Eu queria dançar, para lembrar sempre o ritmo e no seu corpo me achar e dizer nada
passou eram só os passos e dois corpos entrelaçados na juventude e na tentativa de se
agarrar para se distanciar da velhice na pista de dança.
Queria não ter sido só um caso para ser fruto do acaso, nem a escolhida que foi vista, mas a amada sempre lembrada.
O compromisso de ser a sua menina, sua princesa e não de ter somente um homem, um companheiro, um principe...
Vou te desenhar em meus croquis...
escrever novamente sobre ti em meus poemas,
pra quem sabe cantar em seu ouvido, Saudade...

domingo, 24 de maio de 2009

Cotidiano estranho

Hoje acordei tão diferente, e de repente um espelho em minha frente
Será que estou bonita, atraente?
Será que estou conveniente para toda essa gente
Dirijo pelas ruas e sem querer percebo,
que essa cidade não se parece com o meu ser,
o que carrego em minha mente parece muito
louco e insensato diante de tudo.
Novamente se inicia um novo fato - pessoas, lugares,
negócios. dinheito, maneiras e modos, idéias, trabalho,
conclusões e opinões...
Essas "rodas" já não me levam a lugar nenhum!
Sorrio suavemente, meio desconfiada, pergunto-me: quem eu sou?
As respostas me levam a longas distâncias, a uma esfera diferente...
Brasil, África, miséria; Asia, India, preconceítos,
América, Europa, contradições...
São sentimentos, novas sensações, são tantas causas,
ah os efeitos e o que tenho feito para mudar, cadê as mudanças?
Ah o vázio incomoda-me...

terça-feira, 19 de maio de 2009

Surreal

Fecho os olhos...Estou saindo da realidade desse nosso cotidiano.
Abro os olhos...chego a "surrealidade"
Ahh São Tomé, parece que quando estou nesta cidade - encontro a minha felicidade, uma metade, uma parte - que já não achava a muito tempo.
Trilhas intensas, estreitas, mas com finais recompensadores.
Quando os batimentos do coração aceleram pelo esforço deste corpo, que se faz morada do meu espirito. Respiro fundo...me deparo com a beleza das aguas cristalinas da cachoeira, seu nome? Garganta do Diabo! Se eu pudesse mudaria o nome desse lugar, pois representa o cuidado de Deus ao criar tamanha perfeição!
Não sei se essa palavra, mas a sensação é extase que invade a alma, sem explicação.
Comtemplo o Por-do-Sol, que se retira para a tua amada Lua se apresentar. O Astro-Rei dá um show, e se você se permitir os ultimos raios penetram seu coração e transcedem teu espirito com paz e tranquilidade impar.
Dias unicos, momentos raros, lugares inesqueciveis...alma lavada, pensamentos alocados de uma maneira diferente.
Enfim fecho os olhos novamente, no lugar mais alto, sinto o vento soprar sobre o meu rosto...
Paro e penso de forma diferente, nesta terrinha que convida a gente a morar em uma simples casa feita de pedrinhas...
Abro os olhos novamente, volto a São Paulo, o turbilhão de pessoas e idéias tentam roubar a calmaria que enche o meu peito.
Não se preocupe! Estou abastecida e por enquanto nada pode abalar que conquistei neste lugar...
Saudades...

terça-feira, 24 de março de 2009

Alguém

Pensez-vous que mes pensées ...
Ou tout simplement me voir en tant que partie de quelque chose qui ne fait pas toujours sens Vos yeux ne l'ont pas étudié en profondeur, mais comme quelque chose de me dit que un jour voir la lumière qu'ils ont.
Je ne sais pas encore si ces peines coulé avec la même sincérité Je vous écris avec en ce moment.
Mais comme je mai ne pas être intense, qui imprègne mes idées, c'est l'intensité avec laquelle il est essentiel pour moi.
Vous imaginez, nos cours, il est fou, mais qui est Je veux juste de me laisser rêver de quelque chose que même une personne sait même qu'il est vraiment!
Et il n'y a donc aucun intérêt à l'amitié ou quoi que ce soit, que seul un vrai et en charge la façon dont nous traitons les uns avec les autres.
Il suffit juste besoin de le dire, et parfois de laisser de transborder de l'affection que j'ai pour le peuple ...
Et sans vouloir vous me séduit beaucoup ...
"Sans vouloir, j'ai perdu d'essayer de vous trouver ..."

domingo, 8 de março de 2009

Eu sei, mas não devia

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor.
E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo.
Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Marina Colasanti