segunda-feira, 14 de maio de 2012

Borboleta*

Será que essa ferida vai permancer assim?
Não vai cicatrizar?
Será que um dia, eu não vou me esquecer do que vivi com você?
A memórias vão ficar vázias?
Tenho medo de achar que você foi invenção da minha cabeça...
Que talvez essa dor seja só minha...
Ou os anos vão passar e eu vou sentir a sua falta, a ponto de não perceber que já faz muito tempo...
Será que vou continuar a encontrar o seu rosto nas pessoas?
E a te sentir por perto quando pousar e voar ao meu redor
As suas lembranças me invadem como um sonho bom, a ponto de te perceber aqui, agora...
Eu vejo você...
Enfim será que nossas vidas um dia vão se encontrar?
Quando perdemos alguém, perdemos um pedaço de quem somos, pois foi a companhia deles que nos tornaram especiais...
*Andreza


Letycia Holanda

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Adeus, e não até logo

De uns dias para cá, ando percebendo a necessidade de eliminar qualquer vestígio que eu possa ter da nossa história vivendo ainda dentro de mim. Não que a nossa não tenha sido bela ou repleta de bons momentos, mas hoje ela grita por um fim.


Sabe essas sagas que estão na moda, se caso algum dos roteiristas quiser retomar, não vai ser a mesma coisa, será apenas a tentativa desperdiçada. E é isso, já tivemos o desfecho que rendeu o bom final, e o que ocorreu após este capítulo foi excesso, demasia...
E pensar nisso agora tardiamente, me custou muito. Ainda que não me arrependa, isso foi uma doença sem cura.

De uns dias pra cá, eu notei que eu não tenho a mesma importância que você tem pra mim.
Não que seja a sua culpa, pois costumo valorizar demais as pessoas. Os meus amigos de verdade dizem sempre que intitulo facilmente um “estranho” como amigo,  e isso se deve ao fato de me apaixonar instantaneamente pelas pessoas, não por todas, mas pelas que despertam a minha atenção.

Apaixono-me pelo incrível, não necessariamente o que “senso comum” considera ser, mas aquilo e ou aqueles que despertam o que há de melhor em mim e ao mesmo tempo me incomodam.

E você foi assim, me envolveu e me intrigou. Trouxe a mim os sonhos raros, as expectativas ousadas, a simplicidade cativante.
E hoje em minha miscelânea de ser, sou um misto de você e outros...

Mas é somente isso, não pejorativamente, porém não posso mais carregá-lo em minha vida como se fosse uma das prioridades, a pessoa ideal que apareceu no “momento errado” e que o destino está esperando um novo espaço para colocá-la no “momento certo”.

Tenho que encarar que vivi uma história bonita, intensa, maluca, e que sou apaixonada pela sua pessoa, pela sua incrível personalidade. Contudo, tenho que fechar o epílogo desse livro, não esperar mais nada e me sentir livre...
Dizer um adeus, e não mais até logo.


Letycia Holanda

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Stand by

Desvaneios guardados temporariamente em minha Caixa de Pandora*.
Aguardando um novo espaço e a concretização de um sonho...


Letycia Holanda


*A Caixa de Pandora é um artefato da mitologia grega, tirada do mito da criação dePandora, que foi a primeira mulher criada por Zeus. A "caixa" era na verdade um grande jarro dado a Pandora, que continha todos os males do mundo. Quando Pandora abriu o frasco, todo o seu conteúdo, exceto um item, foi liberado para omundo. O item remanescente foi a esperança.
Pandora é simultaneamente a introdutora dos males mas também da força, da dignidade e da beleza, e a partir da abertura da sua caixa o ser humano não pode melhorar a sua condição sem enfrentar adversidades.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Vício



Pessoas como você, não deveriam existir...
O seu olhar, o seu sorriso e a sua simpatia, aos poucos me contagiam e me entorpecem...
Você me causa delírio, um desvaneio na alma...
Basta provar um pouco da sua presença que o meu corpo vícia, passa a invadir minha mente e estar em minha corrente sanguinea. Em apenas alguns segundos estou dependente da hidorfina, adrenalina e da oxitocina, sensações fruto de sua existência...
Você me anestesia...
E quando longe o corpo pede, a boca seca de sede, a respiração fica ofegante e o coração acelera...
Você, me causa abstinência...

Letycia Holanda

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Pra ser feliz

Novamente, eu me encontro na mesma suspeita, que felicidade é questão de ser...
De ser o que você é de fato
De ser alguém de peito aberto
De ser quem carrega o meu melhor sorriso
De ser livre nas ações e expressões
De ser irada, quando se precisar lutar por justiça
De ser o silêncio, quando se procura a paz...
De ser inquieta, quando querem o comodismo
De ser a resposta no momento da dúvida, e a dúvida quando se precisa refletir...
De ser o abraço que alguém precisa
De ser especial na vida de alguém
De ser amada
Sim! Ser feliz é se deixar ser
Ser o que quiser...
De forma aleatória ás vezes suave, outras vezes intensa...
De forma tranqüila e por inteiro...



Letycia Holanda

domingo, 1 de maio de 2011

Subliminar

Por que tinha que sonhar com você, depois de tanto tempo sem lhe ver, sem ver as pessoas que me ligam a você
Por que esse sonho foi tão perfeito, que pude sentir o seu perfume e gosto do beijo. Porque esse sonho foi tão intenso que acordei sorrindo, sentindo que estava realmente aqui e com a sensação do seu abraço.
Por que esse sonho foi tão longo que durante a noite, eu despertava algumas vezes e voltava a sonhar contigo novamente. Não queria nem mesmo acordar definitivamente, pois estar contigo acalentava a minha alma...
Ao acordar, queria simplesmente descobrir o porquê que você veio assim e invadiu o meu sonho. Queria a resposta para você ter vindo "despertar" o sentimento que havia guardado em um lugar que dificilmente iria mexer de novo, não para esquecê-lo, mas simplesmente para não mais chorar pela falta que você me faz...
Do que isso adiantou, se hoje você me tirou da anestesia, ao me dizer coisas lindas enquanto eu sonhava. Se você explicou até o porque de só "agora" estarmos juntos...
Estamos no meio da tarde desse domingo chuvoso; dizem que dias assim são bons para dormir. Vou me deitar e tentar adormecer de novo...
Quem sabe possamos nos encontrar novamente...


Letycia Holanda

domingo, 7 de novembro de 2010

Análise gramatical

Não quero ser apenas estrofes ou regras de soneto
de uma fase de sua vida.
Terei que fazer busca no teu dicionario de amar?
Não existem acentos agudos para você me notar
Posso tentar sinônimos, mas você não vê os adjetivos,
que formam o nosso predicado de amar.
Entre os nossos paragráfos de encontros casuais,
queria não carregar tantas frases com pontos interrogações
São tantos momentos sem concordancia verbal, sinto ser
uma virgula fora do lugar
E agora, vê você com ângulos que indicam a melhor
maneira de olhar.

Já não me basta as regras de gramática, tenho que pensar
na fórmulas matemáticas para ter você.

Letycia Holanda