sexta-feira, 21 de maio de 2010

"Se eu Deixasse "

Se eu deixasse algum presente a você,
deixaria aceso o sentimento de amar
a vida dos seres humanos.
A consciência de aprender tudo
o que foi ensinado pelo tempo afora.
Lembraria os erros que foram cometidos
para que não mais se repetissem.
Deixaria para você, se houvesse,
o respeito àquilo que é indispensável:
Além do pão; o trabalho.
Além do trabalho; a ação.
E quando tudo mais faltasse, um segredo:
o de buscar no interior de si mesmo
a resposta e a força para encontrar a saída.


Gandhi

sábado, 8 de maio de 2010

Saudade desse lugar

É nesse vilarejo, onde encontro o meu sossego...
É nesse lugar, onde me permito recordar dos meus
tempos de criança, da minha velha infância...
Onde o Sol brilha mais forte, e o azul do céu é mais
colorido...
Onde o céu de estrelas, nos convida a mergulhar
na fantasia pelo brilho intenso que ilumina os olhos,
mais do que isso; a alma...
São pequenos pontos de felicidade...
Por trás de cada estrela existe o sonho,
a possibilidade de que ainda há esperança...
O cheiro do mato, este que parece não tem fim na
imensidão do verde desta terra, nos faz lembrar
da sensação agradável de viver nela...
Como não querer se sentar e contemplar os
feitos de Deus...
Deitar na terra vermelha, e permitir se sentir
extasiado pela beleza do chão de estrelas,
que posso contemplar livremente.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

"É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo".


Estou embriagada por estas doses de Clarice Lispector...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Retornando aos poucos

Há tempos que não escrevo. Que as palavras se mantêm presas em meus pensamentos.
Parecem ter encontrado um lugar para repousar, ou simplesmente não se sentem a vontade para fazer parte do papel. (neste caso da rede)
Como nos dias em que preciso estar com os amigos, mas prefiro o aconchegante sofá da minha sala, o filme “água com açúcar”, o chocolate quente e o cobertor macio.

Nesses dias, sinto a vontade de ver os amigos, mas algo me impede, me deixa carente e indecisa. Claro eles poderiam contribuir para melhoria do meu estado emocional, mas assim como as palavras que preferem se retrair, ao invés de expressarem como forma de alivio, eu me fecho em mundo paralelo em busca de uma resposta.

As lágrimas não vem mais com a mesma facilidade, o choro vem apenas quando a dor ou alegria é do outro, estou anestesiada sobre os fatos e sentimentos da minha vida.

As dúvidas me fazem companhia, elas são complexas e singelas ao mesmo tempo, talvez por minha anestesia geral, algumas passaram a não ser o incomodo, mas o que certas vezes me abastece e me impulsiona.

Os sonhos a todo tempo me questionam de quando será o momento, eu repito a minha frase “Deus jamais colocar um sonho no coração de alguém, que não possa cumpri-lo”, mas assim como eu, os sonhos são ansiosos e impacientes. Querem ver as coisas acontecerem...

Tudo passa a ser um mix de tudo, e eu passo a me deparar com uma Letycia, a quem eu não via há tempos.

Essa Letycia é como o vento de Sant’ana, que sempre traz algo novo, uma mudança...
E só resta estar sensível para perceber a sutileza deste vento e pedi que as palavras criem asas e aproveitem para serem levadas pra longe...

* Sant’ana é um vento que passa na região norte do EUA, dizem que junto com a forte ventania, vem as mudanças em nossa vida...ele sempre traz algo bom


quinta-feira, 1 de abril de 2010

Sentimento de intensifica a todo instante

Saudade é um pouco como fome.
Só passa quando se come a presença.
Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda.
Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.

Uma dose de Clarice Lispector

segunda-feira, 22 de março de 2010

"Ele sussura em meu ouvido...agora acorda, e segue sua vida..."
Eu lhe pergunto:
- Preciso acordar mesmo?
Ele diz:
- Não, estamos ainda no inicio do sonho...
Final de uma manhã agradável em meio a condução lotada...


segunda-feira, 8 de março de 2010

Um olhar, uma história


Um olhar, ah como são belos estes olhos que me convidam e roubam minha atenção
Primeiro a dúvida se é para mim que olha, ou se somente é acaso do vagão do metrô lotado, que nos permite a aproximação, um tanto agradável.
Pode ser apenas imaginação, pois carrego comigo a vontade de encontrar assim num belo sorriso, alguém que me faça bem.
De repente numa tentativa de confirmar a intenção do olhar, sorrio e brinco com os demais passageiros do trem do metrô, o que lhe arranca um singelo sorriso. Percebo que não somente me olha, mas demonstra me conhecer, o surpreendente é que tenho essa mesma impressão sobre ele.
Algo inesperado ocorre, ele pergunta ao passageiro que lia um livro ao meu lado, se gostaria de trocar de lugar, de forma que o ajudasse a ler melhor. Eu olhei, e não contive o riso, pois era evidente que desejava estar ao meu lado, pode até parecer pretensão minha escrever isso, mas de fato foi o que se demonstrou a seguir.
Primeiramente puxou assunto:
- Temos que ter bom humor pela manhã, ainda mais com esse metrô, né?!
- É verdade, sempre estou de bom humor, gosto de falar com todos, pelo menos ameniza a viagem, (risos).
- Ainda mais para ir trabalhar...
O assunto vai se desenrolando...
Ele disse que me conhecia, tentava se lembrar da onde, eu instantaneamente tive uma imagem em minha mente, mas não sabia de onde exatamente.
Ai ele diz:
- Daqui mesmo! Foi no dia em comprei meu saxofone, falamos-nos um pouco, mas isso já faz um tempo. Foi em novembro do ano passado.
Lembrei-me então do dia, e que havia me interessado por ele, mas lamentado por ele ter namorada. Sentimento que durou segundos, pois em meio à conversa ele fez questão de salientar que estava solteiro e desde aquele dia guardava a minha lembrança. Algo que não teve como não duvidar, pois os detalhes daquela conversa rápida eram lembrados com tantas minúcias. Nos olhos dele, acreditei ver verdade.
Por sorte iríamos fazer baldeação para o mesmo sentido, em direção ao Tucuruvi. Eu estava atrasada para o trabalho, mas não podia deixar o destino fugir novamente.
Ele então me diz:
- Dessa vez não vamos perder contato, você vai me passar telefone e todas as formas que possa lhe encontrar.
Mesmo atrasada, sente-me no banco do metrô e anotei em meu caderno meus números de telefone e e-mail. E ele fez o mesmo em meu caderno.
Embarcamos no trem seguinte, conversamos um pouco com os olhares fixos, que transmitia muito mais do que havíamos conversado naquele inicio de manhã.
Beijou-me no rosto suavemente e disse que me ligaria, desceu na estação São Bento.
Eu segui em direção a Santana com o sorriso de “orelha a orelha”, com a sensação de que algo havia acontecido.
Coincidência, destino, quem sabe?
Só sei que se chama Luiz, é saxofonista e trabalha com auditoria médica e pega todos os dias o metrô em direção a Tucuruvi, poucas informações para alguém que já mexeu comigo...