Há tempos que não escrevo. Que as palavras se mantêm presas em meus pensamentos.
Parecem ter encontrado um lugar para repousar, ou simplesmente não se sentem a vontade para fazer parte do papel. (neste caso da rede)
Como nos dias em que preciso estar com os amigos, mas prefiro o aconchegante sofá da minha sala, o filme “água com açúcar”, o chocolate quente e o cobertor macio.
Nesses dias, sinto a vontade de ver os amigos, mas algo me impede, me deixa carente e indecisa. Claro eles poderiam contribuir para melhoria do meu estado emocional, mas assim como as palavras que preferem se retrair, ao invés de expressarem como forma de alivio, eu me fecho em mundo paralelo em busca de uma resposta.
As lágrimas não vem mais com a mesma facilidade, o choro vem apenas quando a dor ou alegria é do outro, estou anestesiada sobre os fatos e sentimentos da minha vida.
As dúvidas me fazem companhia, elas são complexas e singelas ao mesmo tempo, talvez por minha anestesia geral, algumas passaram a não ser o incomodo, mas o que certas vezes me abastece e me impulsiona.
Os sonhos a todo tempo me questionam de quando será o momento, eu repito a minha frase “Deus jamais colocar um sonho no coração de alguém, que não possa cumpri-lo”, mas assim como eu, os sonhos são ansiosos e impacientes. Querem ver as coisas acontecerem...
Tudo passa a ser um mix de tudo, e eu passo a me deparar com uma Letycia, a quem eu não via há tempos.
Essa Letycia é como o vento de Sant’ana, que sempre traz algo novo, uma mudança...
E só resta estar sensível para perceber a sutileza deste vento e pedi que as palavras criem asas e aproveitem para serem levadas pra longe...
* Sant’ana é um vento que passa na região norte do EUA, dizem que junto com a forte ventania, vem as mudanças em nossa vida...ele sempre traz algo bom
segunda-feira, 3 de maio de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Sentimento de intensifica a todo instante
Saudade é um pouco como fome.
Só passa quando se come a presença.
Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda.
Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.
Uma dose de Clarice Lispector
Só passa quando se come a presença.
Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda.
Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.
Uma dose de Clarice Lispector
segunda-feira, 22 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
Um olhar, uma história

Um olhar, ah como são belos estes olhos que me convidam e roubam minha atenção
Primeiro a dúvida se é para mim que olha, ou se somente é acaso do vagão do metrô lotado, que nos permite a aproximação, um tanto agradável.
Pode ser apenas imaginação, pois carrego comigo a vontade de encontrar assim num belo sorriso, alguém que me faça bem.
De repente numa tentativa de confirmar a intenção do olhar, sorrio e brinco com os demais passageiros do trem do metrô, o que lhe arranca um singelo sorriso. Percebo que não somente me olha, mas demonstra me conhecer, o surpreendente é que tenho essa mesma impressão sobre ele.
Algo inesperado ocorre, ele pergunta ao passageiro que lia um livro ao meu lado, se gostaria de trocar de lugar, de forma que o ajudasse a ler melhor. Eu olhei, e não contive o riso, pois era evidente que desejava estar ao meu lado, pode até parecer pretensão minha escrever isso, mas de fato foi o que se demonstrou a seguir.
Primeiramente puxou assunto:
- Temos que ter bom humor pela manhã, ainda mais com esse metrô, né?!
- É verdade, sempre estou de bom humor, gosto de falar com todos, pelo menos ameniza a viagem, (risos).
- Ainda mais para ir trabalhar...
O assunto vai se desenrolando...
Ele disse que me conhecia, tentava se lembrar da onde, eu instantaneamente tive uma imagem em minha mente, mas não sabia de onde exatamente.
Ai ele diz:
- Daqui mesmo! Foi no dia em comprei meu saxofone, falamos-nos um pouco, mas isso já faz um tempo. Foi em novembro do ano passado.
Lembrei-me então do dia, e que havia me interessado por ele, mas lamentado por ele ter namorada. Sentimento que durou segundos, pois em meio à conversa ele fez questão de salientar que estava solteiro e desde aquele dia guardava a minha lembrança. Algo que não teve como não duvidar, pois os detalhes daquela conversa rápida eram lembrados com tantas minúcias. Nos olhos dele, acreditei ver verdade.
Por sorte iríamos fazer baldeação para o mesmo sentido, em direção ao Tucuruvi. Eu estava atrasada para o trabalho, mas não podia deixar o destino fugir novamente.
Ele então me diz:
- Dessa vez não vamos perder contato, você vai me passar telefone e todas as formas que possa lhe encontrar.
Mesmo atrasada, sente-me no banco do metrô e anotei em meu caderno meus números de telefone e e-mail. E ele fez o mesmo em meu caderno.
Embarcamos no trem seguinte, conversamos um pouco com os olhares fixos, que transmitia muito mais do que havíamos conversado naquele inicio de manhã.
Beijou-me no rosto suavemente e disse que me ligaria, desceu na estação São Bento.
Eu segui em direção a Santana com o sorriso de “orelha a orelha”, com a sensação de que algo havia acontecido.
Coincidência, destino, quem sabe?
Só sei que se chama Luiz, é saxofonista e trabalha com auditoria médica e pega todos os dias o metrô em direção a Tucuruvi, poucas informações para alguém que já mexeu comigo...
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Carpe Omniun
Queria hoje apenas compatilhar tudo isso que estou carregando no coração...
Milhões de dúvidas, sentimento de perda, de saudade, de momentos e pessoas que apenas deixaram um pedacinho de si na minha vida...
Hoje queria me sentar na poltrona mais confortável, ver fotos e cartas antigas...
Ligar o projetor para ver a vida o que vivi, como se fosse um longa metragem...
Cochilar assistindo um filme de comédia romantica, e no outro dia acordar sem uma hora definida...
Andar descalça na areia da praia durante o entardecer, ver o sol se pôr, como se nunca tivesse visto aquela cena recompensadora...
Caminhar sem saber o rumo, durante um tempo indeterminado apenas com você ao meu lado...
Assistir o show da minha cantora favorita sentada na grama do parque, ao lado dos amigos, e depois isso conversar durante horas, sobre como podemos melhorar o mundo com as nossas ações...
Sorrir para as pessoas na rua, no ônibus, no metrô, e por onde quer que eu for e receber de volta um sorriso que anima o ínicio do dia ou transforma o final de uma noite.
Ah, como seria bom chegar em casa depois de uma rotina cansativa, e receber um abraço que conforta a alma...
Que novo amor viesse como as cartas no correio sem nenhuma requisição anterior, e que se acaso fosse embora, se assemelhasse as flores em final de primavera, que se vão com certeza que voltam na próxima estação...
Queria tantos outros simples momentos, os sonhos rompe até mesmo minha possibilidade de razão sobre este mundo, queria apenas um pouco disso ou quem sabe muito mais...
Milhões de dúvidas, sentimento de perda, de saudade, de momentos e pessoas que apenas deixaram um pedacinho de si na minha vida...
Hoje queria me sentar na poltrona mais confortável, ver fotos e cartas antigas...
Ligar o projetor para ver a vida o que vivi, como se fosse um longa metragem...
Cochilar assistindo um filme de comédia romantica, e no outro dia acordar sem uma hora definida...
Andar descalça na areia da praia durante o entardecer, ver o sol se pôr, como se nunca tivesse visto aquela cena recompensadora...
Caminhar sem saber o rumo, durante um tempo indeterminado apenas com você ao meu lado...
Assistir o show da minha cantora favorita sentada na grama do parque, ao lado dos amigos, e depois isso conversar durante horas, sobre como podemos melhorar o mundo com as nossas ações...
Sorrir para as pessoas na rua, no ônibus, no metrô, e por onde quer que eu for e receber de volta um sorriso que anima o ínicio do dia ou transforma o final de uma noite.
Ah, como seria bom chegar em casa depois de uma rotina cansativa, e receber um abraço que conforta a alma...
Que novo amor viesse como as cartas no correio sem nenhuma requisição anterior, e que se acaso fosse embora, se assemelhasse as flores em final de primavera, que se vão com certeza que voltam na próxima estação...
Queria tantos outros simples momentos, os sonhos rompe até mesmo minha possibilidade de razão sobre este mundo, queria apenas um pouco disso ou quem sabe muito mais...
domingo, 31 de janeiro de 2010
sábado, 30 de janeiro de 2010
Aline
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